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Ferreira Gullar
Desde os 13 anos, o maranhense, Ferreira Gullar gostava de se trancar no seu quarto para escrever poemas.

Aos 18, publicou seu 1º livro de poesias. Trabalhou também como locutor de rádio, mas foi demitido, dois anos depois por ter se recusado a ler uma nota que atribuía o assassinato de um operário pela polícia à bardeneiros Comunistas.

Em 1950, veio para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como jornalista e participou dos principais movimentos literários da época.

No início dos anos 60, fez parte do Centro Popular de Cultura, da UNE. Nessa época a sua poesia assumiu engajamento político e social. Em 64, entrou para o partido Comunista Brasileiro e fundou com grandes nomes da nossa cultura o grupo Opinião, importante foco de resistência cultural nos primeiros anos do regime militar.

Com o AI-5, em 68, foi obrigado a viver na clandestinidade e foi para o exílio na URSS, Chile e Argentina. Ao retornar para o Brasil, em 77, foi preso e interrogado no Departamento de Polícia Política e Social ainda sob ameaça de violência contra a sua família. Graças à mobilização dos amigos, foi libertado e retornou suas atividades de jornalista e poeta.

Polêmico e dono de uma das mais ricas obras políticas brasileiras editados em vários países, Ferreira Gullar é um atento e importante observador da sociedade brasileira e do comportamento humano.

Durante a entrevista gravada no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, Ferreira Gullar falou da crônica que escreveu sobre a morte da cantora Mercedes Sosa, fala de sua desilusão com o comunismo, explica o que é a arte e fala dessa mudança que vivemos nos últimos tempos.

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